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Ergue de jaſpe hum globo alvo, e rotundo

(Soneto)
por Basílio da Gama
Poema publicado em O Uraguay.

ao Illustrissimo
e
Excellentissimo Senhor

CONDE DE OEYRAS


SONETO


ERgue de jaſpe hum globo alvo, e rotundo,
  E em ſima a eſtatua de hum Heroe perfeito;
  Mas não lhe lavres nome em campo eſtreito,
  Que o ſeu nome enche a terra, e o mar profundo.

Moſtra no jaſpe, Artifice facundo,
  Em muda hiſtoria tanto illuſtre feito,
  Paz, Juſtiça, Abundancia, e firme peito
  Iſto nos baſta a nós, e ao noſſo Mundo.

Mas porque póde em ſeculo futuro,
  Peregrino, que o mar de nos aſſaſta,
  Duvidar quem anima o jaſpe duro,

Moſtra-lhe mais Lisboa rica, e vaſta,
 E o Commercio, e em lugar remoto, e eſcuro,
 Chorando a Hypocriſia. Iſto the baſta.

Do Author.           


- - - - - faevis - - - - periclis

Servati facimus.

          Virg. Æneid. Lib. viii