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sem resumo de edição
|obra=Na volta á patria
|autor=Ernesto Pires
|notas={{integra|poema=[[Camões e o Amoramor]].}}
}}
 
<poem style="width:35em; margin:0px auto;"><br />
<center>(SALVAÇÃO DOS LUSIADAS)</center>
<pages index="Camões e o amor.pdf" from="9" to="9" />
 
<poem style="width:35em; margin:0px auto;">
Cinzenta a côr do ceu, a noite baça,
O vento chora nas enxarcias, rude
Como grito plangente d'alaude,
{{verso|4}}Vibrado pelos dedos da desgraça.
 
Além nenhuma estrella então perpassa,
É o horisonte um lugubre athaude,
Fervem as ondas altas como açude
{{verso|8}}Que as torrentes ás agoas embaraça.
 
Vem da China o baixel desarvorado,
Sulcou o mar com soffrega vontade,
{{verso|11}}Até que o mar o fez despedaçado.
 
Sorrindo heroicamente á tempestade,
''Paga o zelo maior do seu cuidado''
{{verso|13}}Camões, salvando á patria a eternidade.
</poem>
 
[[Categoria:1884]]
[[Categoria:Ernesto Pires]]
[[Categoria:Camões e o Amor]]
[[Categoria:Poesia portuguesa]]
[[Categoria:Obras em português antigo]]
{{semescolaliterária}}