Diferenças entre edições de "Viagens de Gulliver/Parte IV/XI"

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E embora isso tivesse sido um pouco mais do que suposições, decidi tomar o meu rumo para leste, esperando alcançar o sudoeste da costa da '''Nova Holanda''', e talvez alguma ilha do tipo que sonhava e que ficava na direção oeste dela. O vento soprava forte para oeste, e por volta das seis da tarde, calculei, eu tinha rumado para leste dezoito léguas pelo menos, quando avistei uma ilha muito pequena a cerca de meia légua de distância, que não tardei a alcançar. Ela não passava de um rochedo, com uma enseada em forma de arco natural devido a força das tempestades.
 
Aí deixei minha canoa, e subindo por um pedaço do rochedo, descobri claramente que havia terra na parte leste, e que se estendia do sul para o norte. Fiquei a noite toda na minha canoa, e repetindo a minha viagem bem cedo de manhã, cheguei em sete horas na ponta sudeste de Nova Holanda. Isto veio a me confirmar uma desconfiança de tinha há muito tempo, de que os mapas e as cartas geográficas posicionavam este país pelo menos três graus mais a leste do que realmente era, tendo comunicado esse fato há muitos anos atrás ao meu grande amigo, Sr. [[:w:Herman Moll|Herman Moll]], e expliquei a ele as minhas razões para essa desconfiança, embora ele tivesse preferido seguir outros autores.
 
Não tinha visto nenhum habitante no lugar onde desembarcara, e como estava desarmado, receava me aventurar mais para o interior do país. Encontrei alguns mariscos na praia, e os comi cru, nem ousei acender uma fogueira, com receio de ser descoberto pelos nativos. Continuei me alimentando durante três dias de ostras e moluscos, para poupar minhas próprias provisões, e por felicidade encontrei um riacho com água de excelente qualidade, o que me deu grande alívio.