Diferenças entre edições de "História da Mitologia/XVI"

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Milton faz alusão a Belerofonte no início do sétimo livro de [[Paraíso Perdido/Livro VII|Paraíso Perdido]]:
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“Desce do céu, [[:w:Urânia|Urânia]], com esse nome
Se corretamente tens mesmo esse nome, cuja voz divina
 
Subindo acima do monte Olimpo eu me elevarei,
Se corretamente tens mesmo esse nome, cuja voz divina
Acima do vôo da asa de Pégaso
 
Elevado por ti,
Subindo acima do monte Olimpo eu me elevarei,
Para o Céu dos Céus eu presumo,
 
Um convidado da Terra atraindo ares empíreos
Acima do vôo da asa de Pégaso
(Tua têmpera), com igual segurança, é guiada
 
Fazendo-me retornar para o meu elemento nativo;
Elevado por ti,
Caso contrário este cavalo voador não domado
 
(como outrora Belerofonte, embora de classe inferior),
Para o Céu dos Céus eu presumo,
Caí ao desmontar nos campos Aleianos,
 
Perambulando sozinho e qual nômade
Um convidado da Terra atraindo ares empíreos
</center>
 
(Tua têmpera), com igual segurança, é guiada
 
Fazendo-me retornar para o meu elemento nativo;
 
Caso contrário este cavalo voador não domado
 
(como outrora Belerofonte, embora de classe inferior),
 
Caí ao desmontar nos campos Aleianos,
 
Perambulando sozinho e qual nômade
 
 
Jovem, em seus "Pensamentos Noturnos", falando do cético, ele diz:
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"Aquele cujo pensamento cego o futuro nega,
 
Ursos inconscientes, Belerofonte, como tu
"Aquele cujo pensamento cego o futuro nega,
Sua própria sentença, condena a ti mesmo.
 
Quem ouve o coração, entende a vida imortal,
Ursos inconscientes, Belerofonte, como tu
Ou natureza lá, imponente sobre seus filhos,
 
Tem escrito fábulas, o homem se tornou mentira ".
Sua própria sentença, condena a ti mesmo.
</center>
 
Quem ouve o coração, entende a vida imortal,
 
Ou natureza lá, imponente sobre seus filhos,
 
Tem escrito fábulas, o homem se tornou mentira ".
 
Pégaso, sendo ele o cavalo das musas, tem estado sempre à serviço dos poetas. Schiller conta uma linda história de ter sido vendido por um poeta necessitado e colocado na carroça e no arado. Ele não estava apto para tal serviço, e seu mestre palhaço nada poderia fazer dele. Mas um jovem se adiantou e pediu licença para fazer uma avaliação. Assim que ele estava sentado nas costas do cavalo, que havia aparecido a princípio selvagem e, posteriormente, mais afável, subiu qual rei, espírito, e deus, estendeu o esplendor de suas asas, e subiu em direção ao céu. Nosso próprio poeta Longfellow também registra uma aventura desse corcel famoso em seu "Pégaso no Lago."
 
Shakespeare faz alusão a Pégaso em “Henrique IV”, onde Vernon descreve o príncipe Henrique:
<center>
"Eu vi o jovem Harry, vestido com sua pele de castor,
Com proteção nas coxas, e galantemente armado,
Se levantar do chão como o emplumado Mercúrio,
E saltou com tanta leveza no assento,
Como se um anjo descesse das nuvens,
Para moldar e domar o fogoso Pégaso,
E enfeitiçar o mundo com o nobre cavaleiro"
</center>
 
[[File:Piero di Cosimo 015.jpg|thumb|center|600px|<center>Batalha dos Centauros com os [[:w:Lápitas|Lápitas]].<br>ilustração de [[:w:Piero di Cosimo|Piero di Cosimo]] (1462–1521)]].
"Eu vi o jovem Harry, vestido com sua pele de castor,
 
Com proteção nas coxas, e galantemente armado,
 
Se levantar do chão como o emplumado Mercúrio,
 
E saltou com tanta leveza no assento,
 
Como se um anjo descesse das nuvens,
 
Para moldar e domar o fogoso Pégaso,
 
E enfeitiçar o mundo com o nobre cavaleiro"
 
[[File:Piero di Cosimo 015.jpg|thumb|center|600px|<center>Batalha dos Centauros com os [[:w:Lápitas|Lápitas]].<br>ilustração de [[:w:Piero di Cosimo|Piero di Cosimo (1462–1521)]].</center>]]
<center>
=== Os [[:w:Centauro|Centauros]] ===
 
Quíron era o mais sábio e o mais justo dos Centauros, e quando ele morreu, Júpiter o colocou entre as estrelas, como a constelação de Sagitário.
[[File:Jacopo Caraglio - Battle between Hercules and Centaurs - WGA04071.jpg|thumb|center|400px|<center>’’’Batalha'''Batalha dos Centauros e os Lápitas.’’’'''<br>ilustração de [https://en.wikipedia.org/wiki/Giovanni_Jacopo_Caraglio Giovanni Jacopo Caraglio (1500–1565)].</center>]]
<center>
 
=== Os Pigmeus ===
</center>
 
Os escritores, posteriormente, falavam de um exército de Pigmeus, os quais, encontrando [[:w:Hércules|Hércules]] adormecido, se prepararam para atacá-lo, como se estivessem para atacar uma cidade. Mas o heroi, acordando, riu dos pequenos guerreiros, enrolando alguns deles numa pele de leão, e levando-os, em seguida, para [[:w:Euristeu|Euristeu]].
[[File:Nuremberg chronicles - Strange People - Pygmy (XIIr).jpg|thumb|center|400px|<center>Um pigmeu lutando com seus [[:w:Nêmesis (mitologia)|nêmesis]]: os grous</center>]]
 
Milton comparativamente usa os Pigmeus em seu, [[Paraíso Perdido/Livro I|”Paraíso Perdido," Livro I]].:
 
"... como aquela raça de pigmeus
 
Além das montanhas da Índia, ou os belos elfos
 
Cujos fologuedos da meia-noite, dentro da floresta,
 
Ou nas fontes, onde tardiamente contemplam os aldeões
 
(Ou os sonhos que ele vê), ao passo que acima da lua
 
Senta-se arbitrária, e aproximando-se da Terra
 
Orienta seu curso pálido; eles, com sua alegria e dança
 
Pretendem, com sua música alegre, encantar os seus oouvidos.
 
E imediatamente, com alegria e medo, seu coração responde."
 
[[:w:John Milton|Milton]] comparativamente usa os Pigmeus em seu, [[Paraíso Perdido/Livro I|”Paraíso Perdido," Livro I]].:
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"... como aquela raça de pigmeus
 
Além das montanhas da Índia, ou os belos elfos
[[Ficheiro:Gryphon.png|thumb|center|400px|<center>[[:w:Grifo|Grifo]] é uma criatura lendária com cabeça e asas de águia e corpo de leão.</center>]]
Cujos fologuedos da meia-noite, dentro da floresta,
Ou nas fontes, onde tardiamente contemplam os aldeões
(Ou os sonhos que ele vê), ao passo que acima da lua
Senta-se arbitrária, e aproximando-se da Terra
Orienta seu curso pálido; eles, com sua alegria e dança
Pretendem, com sua música alegre, encantar os seus oouvidos.
E imediatamente, com alegria e medo, seu coração responde."
[[Ficheiro:Gryphon.png|thumb|center|400px|<center>[[:w:Grifo|Grifo]] é uma criatura lendária com cabeça e asas de águia<br>e corpo de leão.</center>]]
 
=== Os Grifos ===
O Grifo é um monstro com corpo de leão, cabeça e asas de águia, e coberto nas costas com penas. Como os pássaros, ele constrói o seu ninho, e em vez de ovo ele bota uma ágata dentro dele. Ele tem garras longas e suas unhas tem um tamanho tão colossal, que o povo desse país os utilizavam como copos para beber. Dizem que a Índia é o país de origem dos Grifos. Eles encontraram ouro nas montanhas e com ele construíram seus ninhos, razão pela qual seus ninhos eram uma tentação para os caçadores, razão o suficiente para que os grifos mantivessem atenta vigilância sobre eles. O instinto deles os levou a descobrir onde ficavam os tesouros enterrados, e eles fizeram o melhor que podiam para manterem os saqueadores à distância. Os [[:w:Arimaspos|Arimaspos]], que também floresceram entre os Grifos, eram um povo da [[:w:Cítia|Cítia]] que tinha um olho só.
 
[[:w:John Milton|Milton]] faz umuma comparativocomparação com os Grifos, em seu [[Paraíso Perdido/Livro II|Paraíso Perdido, Livro II]]:
<center>
 
"Como quando um Grifo no deserto,
Com seus movimentos de asas, acima das colinas e vales pantanosos,
 
Persegue o Arimaspo que por furto
Com seus movimentos de asas, acima das colinas e vales pantanosos,
Lhe roubou de sua vigilante custódia.
 
O ouro que havia guardado ", etc
Persegue o Arimaspo que por furto
</center>
 
Lhe roubou de sua vigilante custódia.
 
O ouro que havia guardado ", etc
 
== Veja também ==