Diferenças entre edições de "Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990)"

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(Base V da Academia Brasileira de Letras)
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<ol>
<li><!-- 1.º -->
Quando uma vogal nasal ocorre em fim de palavra, ou em fim de elemento seguido de hífen, representa-se a nasalidade pelo til, se essa vogal é de timbre ''a''; por ''m'', se possui qualquer outro timbre e termina a palavra; e por ''n'', se é de timbre diverso de ''a'' e está seguida de ''s'': ''afã, grã, Grã-Bretanha, lã, órfã, sã-braseiro ''(forma dialetal; o mesmo que ''são-brasense'' = de S. Brás de Alportel);'' clarim, tom, vacum, flautins, semitons, zunzuns.''
</li>
 
<li><!-- 2.º -->
Os vocábulos terminados em '''' transmitem esta representação do ''a'' nasal aos advérbios em ''-mente'' que deles se formem, assim como a derivados em que entrem sufixos iniciados por ''z'': enistãmente''cristãmente, irmãmente, sãmente''; ''lãzudo, maçãzita, manhãzinha, romãzeira.''
</li>
</ol>
<ol>
<li><!-- 1.º -->
Os ditongos orais, que tanto podem ser tónicos/tônicos como átonos, distribuem-se por dois grupos gráficos principais, conforme o segundo elemento do ditongo é representado por ''i'' ou ''u'': ''ai, ei, éi, ui''; ''au, eu, éu, iu, ou'': ''braçais, caixote, deveis, eirado, farnéis ''(mas ''farneizinhos''),'' goivo, goivangoivar, lencóislençóis ''(mas ''lençoizinhos''),'' tafuis, uivar, cacau, cacaueiro, deu, endeusar, ilhéu ''(mas ''ilheuzito''),'' mediu, passou, regougar.''
</li>
 
 
{{c|''Obs.''}} Admitem-se, todavia, excecionalmente, à parte destes dois grupos, os ditongos grafados ''ae'' (= ''âi'' ou ''ai'') e ''ao'' (''âu'' ou ''au''): o primeiro, representado nos antropónimos/antropônimos ''Caetano'' e ''Caetana'', assim como nos respetivos derivados e compostos (''caetaninha'', ''são-caetano'', etc.); o segundo, representado nas combinações da preposição ''a'' com as formas masculinas do artigo ou pronome demonstrativo ''o'', ou seja, ''ao'' e ''aos''.
 
 
<ol style="list-style-type: lower-alpha;">
<li><!-- a) -->
É o ditongo grafado ''ui'', e não a seqüênciasequência vocálica grafada ''ue'', que se emprega nas formas de 2ª<sup>a</sup> e 3ª<sup>a</sup> pessoas do singular do presente do indicativo e igualmente na da 2ª<sup>a</sup> pessoa do singular do imperativo dos verbos em ''-Umuir'': ''constituis, influi, retribui.'' Harmonizam-se, portanto, essas formas com todos os casos de ditongo grafado ''ui'' de sílaba final ou fim de palavra (''azuis, fui, Guardafui, Rui,'' etc.); e ficam assim em paralelo gráfico-fonético com as formas de 2ª<sup>a</sup> e 3ª<sup>a</sup> pessoas do singular do presente do indicativo e de 2ª<sup>a</sup> pessoa do singular do imperativo dos verbos em ''-air'' e em ''-oer'': ''atrais, cai, sai; móis, remói, sói.''
</li>
 
<li><!-- b) -->
É o ditongo grafado ''ui'' que representa sempre, em palavras de origem latina, a união de um ii''u'' a um ''i'' átono seguinte. Não divergem, portanto, formas como ''fluido'' de formas como ''gratuito''. E isso não impede que nos derivados de formas daquele tipo as vogais grafadas ii''u'' e ''i'' se separem: ''fluídico'', ''fluidez'' (''u-i'').
</li>
 
<li><!-- c) -->
Além dos ditongos orais propriamente ditos, os quais são todos decrescentes, admite-se, como é sabido, a existência de ditongos crescentes. Podem considerar-se no número deles as seqüênciassequências vocálicas pós-tónicas/pós-tônicas, tais as que se representam graficamente por ''ea, coeo, ia, ie, loio, oa, ua, ue, uo'': ''áurea, áureo, calúnia, espécie, exímio, mágoa, míngua, ténue/tênue, tríduo.''
</li>
</ol>
 
<li><!-- 3.º -->
Os ditongos nasais, que na sua maioria tanto podem ser tónicos/tônicos como átonos, pertencem graficamente a dois tipos fundamentais: ditongos representados por vogal com til e semivogal; ditongos representados por uma vogal seguida da consoante nasal ''m''. Eis a indicação de uns e outros:
 
<ol style="list-style-type: lower-alpha;">
<li><!-- a) -->
Os ditongos representados por vogal com til e semivogal são quatro, considerando-se apenas a língua padrão contemporânea: ''ãe'' (usado em vocábulos oxítonos e derivados), ''ãi'' (usado em vocábulos anoxítonos e derivados), ''ão'' e ''õe''. Exemplos: ''cães, Guimarães, mãe, mãezinha; cãibas, cãibeiro, cãibra, zãibo''; ''mão, maozinhamãozinha, não, quão, sótão, sotãozinho, tão''; ''Camões, orações, oraçõezinhas, põe, repões.'' Ao lado de tais ditongos pode, por exemplo, colocar-se o ditongo üi''ũi''; mas este, embora se exemplifique numa forma popular como rui''rũi = ruim'', representa-se sem o til nas formas ''muito'' e ''mui'', por obediência à tradição.
</li>
 
<li><!-- a) -->
Os ditongos representados por uma vogal seguida da consoante nasal ''m'' são dois: ''am'' e ''em''. Divergem, porém, nos seus empregos:
 
<ol style="list-style-type: lower-roman;">
<li><!-- i) -->
''am'' (sempre átono) só se emprega em flexões verbais: ''amam, deviam, escreveram, puseram'';
</li>
 
<li><!-- ii) -->
''em'' (tónico/tônico ou átono) emprega-se em palavras de categorias morfológicas diversas, incluindo flexões verbais, e pode apresentar variantes gráficas determinadas pela posição, pela acentuação ou, simultaneamente, pela posição e pela acentuação: ''bem, Bembom, Bemposta, cem, devem, nem, quem, sem, tem, virgem''; ''Bencanta, Benfeito, Benfica, benquisto, bens, enfim, enquanto, homenzarrão, homenzinho, nuvenzinha, tens, virgens, amém (variação do ámen), armazém, convém, mantém, ninguém, porém, Santarém, também''; ''convêm, mantêm, têm'' (3<sup>as</sup> pessoas do plural); ''armazéns, desdéns, convéns, reténs''; ''Belenzada, vintenzinho''.
</li>
</ol>
<ol style="list-style-type: lower-alpha;">
<li><!-- a) -->
As palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas abertas grafadas ''-a'', ''-e'' ou ''-o'', seguidas ou não de ''-s'': ''está, estás, já, olá''; ''até, é, és, olé, pontapé''(''s''); ''avó''(''s,''), ''dominó''(''s''), ''paletó''(''s,''), ''''(''s'').
</li>
 
 
{{c|''Obs.''}} Em algumas (poucas) palavras oxítonas terminadas em ''-e'' tónico/tônico, geralmente provenientes do francês, esta vogal, por ser articulada nas pronúncias cultas ora como aberta ora como fechada, admite tanto o acento agudo como o acento circunflexo: ''bebé'' ou ''bebê'', ''bidé'' ou ''bidê'', ''canapé'' ou ''canapê'', ''caraté'' ou ''caratê'', ''croché'' ou ''crochê'', ''guichê'' ou ''guichê'', ''matiné'' ou ''matinê'', ''nené'' ou ''nenê'', ''ponjé'' ou ''ponjê'', ''puré'' ou ''purê'', ''rapé'' ou ''rapê''. O mesmo se verifica com formas como ''cocó'' e ''cocô'', ''ró'' (letra do alfabeto grego) e ''rô''. São igualmente admitidas formas como ''judô'', a par de ''judo'', e ''metrô'', a par de ''metro''.