Diferenças entre edições de "Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990)"

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sem resumo de edição
(Base XVI)
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<li><!-- 1.º -->
Emprega-se o hífen na ênclise e na tmese: ''amá-lo, dá-se, deixa-o, partir-lhe''; ''amá-lo-ei, enviar-lhe-emos.''
</li>
 
<li><!-- 2.º -->
Não se emprega o hífen nas ligações da preposição de às formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo ''haver'': ''hei de, hás de, hão de,'' etc.
</li>
 
<ol style="list-style-type: lower-roman;">
<li><!-- i. -->
Embora estejam consagradas pelo uso as formas verbais ''quer'' e ''requer'', dos verbos ''querer'' e ''requerer'', em vez de ''quere'' e ''requere'', estas últimas formas conservam-se, no entanto, nos casos de ênclise: ''quere-o''(''s'')'', requere-o''(''s'')''.'' Nestes contextos, as formas (legítimas, aliás) ''qué-lo'' e ''requé-lo'' são pouco usadas.
</li>
 
<li><!-- ii. -->
Usa-se também o hífen nas ligações de formas pronominais enclíticas ao advérbio eis (''eis-me, ei-lo'') e ainda nas combinações de formas pronominais do tipo ''no-lo'', ''vo-las'', quando em próclise (por ex.: ''esperamos que no-lo comprem'').
</li>
</ol>
<ol style="list-style-type: lower-alpha;">
<li><!-- a) -->
Faz-se uso do apóstrofo para cindir graficamente uma contração ou aglutinação vocabular, quando um elemento ou fração respetiva pertence propriamente a um conjunto vocabular distinto: d’Os''d’''Os Lusíadas, d’Os''d’''Os Sertões; n ‘Os''n’''Os Lusíadas, n ‘Os''n’''Os Sertões; ''pel’ ''Os Lusíadas, ''pel’ ''Os Sertões. Nada obsta, contudo, a que estas escritas sejam substituídas por empregos de preposições íntegras, se o exigir razão especial de clareza, expressividade ou ênfase: ''de'' Os Lusíadas, ''em'' Os Lusíadas, ''por'' Os Lusíadas, etc.
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As cisões indicadas são análogas às dissoluções gráficas que se fazem, embora sem emprego do apóstrofo, em combinações da preposição a com palavras pertencentes a conjuntos vocabulares imediatos: ''a'' A Relíquia, ''a'' Os Lusíadas (exemplos: ''importância atribuída a'' A Relíquia; ''recorro a'' Os Lusíadas). Em tais casos, como é óbvio, entende-se que a dissolução gráfica nunca impede na leitura a combinação fonética: ''a A = à, a Os = aos,'' etc.
</li>
 
<li><!-- b) -->
Pode cindir-se por meio do apóstrofo uma contração ou aglutinação vocabular, quando um elemento ou fração respetiva é forma pronominal e se lhe quer dar realce com o uso de maiúscula: ''d’Ele, n’Ele, d’Aquele, n’Aquele, d’O, n’O, pel’O, m’O, t’O, lh’O,'' casos em que a segunda parte, forma masculina, é aplicável a Deus, a Jesus, etc.; ''d’Ela, n’Ela, d’Aquela, n’Aquela, d’A, n’A, pel’A, tu‘Am’A, t’A, lh’A,'' casos em que a segunda parte, forma feminina, é aplicável à mãe de Jesus, à Providência, etc. Exemplos frásicos: ''confiamos n’O que nos salvou''; ''esse milagre revelou-m’O''; ''está n’Ela a nossa esperança''; ''pugnemos pel’A que é nossa padroeira.''
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À semelhança das cisões indicadas, pode dissolver-se graficamente, posto que sem uso do apóstrofo, uma combinação da preposição a com uma forma pronominal realçada pela maiúscula: ''a O, a Aquele, a Aquela'' (entendendo-se que a dissolução gráfica nunca impede na leitura a combinação fonética: ''a O = ao, a Aquela = àquela,'' etc.). Exemplos frásicos: ''a O que tudo pode:, a Aquela que nos protege.''
</li>
 
<li><!-- c) -->
Emprega-se o apóstrofo nas ligações das formas santo e santa a nomes do hagiológio, quando importaimpor- ta representar a elisão das vogais finais ''o'' e ''a'': Sant&quot;Ana''Sant’Ana, Sant’LagoSant’Iago,'' etc. É, pois, correto escrever: ''Calçada de Sant’Ana., Rua de Sant’AinaSant’Ana''; ''culto de Sant’Iago, Ordem de Sant’Iago.'' Mas, se as ligações deste génerogênero, como é o caso destas mesmas ''Sant’Ana e Sant’Iago'', se tornam perfeitas unidades mórficas, aglutinam-se os dois elementos: Fulano de Santana, ilhéu de Santana, Santana de Parnaíba; ''Fulano de Santiago, ilha de Santiago, Santiago do Cacém. Em paralelo com a grafia Sant’Ana e congéneres, emprega-se também o apóstrofo nas ligações de duas formas antroponímicas, quando é necessário indicar que na primeira se elide um o final: Nun’Álvares, Pedr’Eanes.''
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Em paralelo com a grafia ''Sant’Ana'' e congéneres/congêneres, emprega-se também o apóstrofo nas ligações de duas formas antroponímicas, quando é necessário indicar que na primeira se elide um o final: ''Nun’Álvares, Pedr’Eanes.''
Note-se que nos casos referidos as escritas com apóstrofo, indicativas de elisão, não impedem, de modo algum, as escritas sem apóstrofo: Santa Ana, Nuno Álvares, Pedro Álvares, etc.
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Note-se que nos casos referidos as escritas com apóstrofo, indicativas de elisão, não impedem, de modo algum, as escritas sem apóstrofo: ''Santa Ana, Nuno Álvares, Pedro Álvares,'' etc.
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<li><!-- d) -->
Emprega-se o apóstrofo para assinalar, no interior de certos compostos, a elisão do e da preposição ''de'', em combinação com substantivos: horda''borda-d’água., cobrad’águacobra-d’água, copo-d’água, estrela-d’alva, galinha-d’água, màemãe-d’água, pau-d’água, pau-d’alho, pau-d’arco, pau-d’óleo.''
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