Diferenças entre edições de "Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990)"

m
fixing some straggler hyphenations "- "
(restyling)
m (fixing some straggler hyphenations "- ")
 
<li><!-- 6.º -->
Recomenda-se que os topónimos/topônimos de línguas estrangeiras se substituam, tanto quanto pos- sívelpossível, por formas vernáculas, quando estas sejam antigas e ainda vivas em português ou quando entrem, ou possam entrar, no uso corrente. Exemplo: ''Anvers'', substituído por ''Antuérpia''; ''Cherbourg'', por ''Cherburgo''; ''Garonne'', por ''Garona''; ''Genève'', por ''Genebra''; ''Jutland'', por ''Jutlândia''; ''Milano'', por ''Milão''; ''München'', por ''Muniche''; ''Torino'', por ''Turim''; ''Zürich'', por ''Zurique'', etc.
</li>
</ol>
 
<li><!-- 6.º -->
Distinção gráfica entre as letras interiores ''s'', ''x'' e ''z'', que representam sibilantes sonoras: ''aceso, analisar, aneste- siaanestesia, artesão, asa, asilo, Baltasar, besouro, besuntar, blusa, brasa, brasão, Brasil, brisa, [Marco de] Canaveses, coliseu, defesa, duquesa, Elisa, empresa, Ermesinde, Esposende, frenesi ou frenesim, frisar, guisa, improviso, jusante, liso, lousa, Lousã, Luso ''(nome de lugar, homónimo/homônimo de ''Luso'', nome mitológico)'', Matosinhos, Meneses, narciso, Nisa, obséquio, ousar, pesquisa, portuguesa, presa, raso, represa, Resende, sacerdotisa, Sesimbra, Sousa, surpresa, tisana, transe, trânsito, vaso''; ''exalar, exemplo, exibir, exorbitar, exuberante, inexato, inexorável''; ''abalizado, alfazema, Arcozelo, autorizar, azar, azedo, azo, azorrague, baliza, bazar, beleza, buzina, búzio, comezinho, deslizar, deslize, Ezequiel, fuzileiro, Galiza, guizo, helenizar, lambuzar, lezíria, Mouzinho, proeza, sazão, urze, vazar, Veneza, Vizela, Vouzela.''
</li>
</ol>
<ol style="list-style-type: lower-alpha;">
<li><!-- a) -->
Com ''e'' e ''i'': ''ameaça, amealhar, antecipar, arrepiar, balnear, boreal, campeão, cardeal ''(prelado, ave, plan- taplanta; diferente de ''cardial'' = “relativo à cárdia”)'', Ceará, côdea, enseada, enteado, Floreal, janeanes, lêndea, Leonardo, Leonel, Leonor, Leopoldo, Leote, linear, meão, melhor, nomear, peanha, quase ''(em vez de ''quási'')'', real, semear, semelhante, várzea''; ''ameixial, Ameixieira, amial, amieiro, arrieiro, artilharia, capitânia, cordial ''(adjetivo e substantivo)'', corriola, crânio, criar, diante, diminuir, Dinis, ferregial, Filinto, Filipe ''(e identicamente ''Filipa'', ''Filipinas'', etc.)'', freixial, giesta, Idanha, igual, imiscuir-se, inigualável, lampião, limiar, Lumiar, lumieiro, pátio, pior, tigela, tijolo, Vimieiro, Vimioso.''
</li>
 
<li><!-- b) -->
Com ''o'' e ''u'': ''abolir, Alpendorada, assolar, borboleta, cobiça, consoada, consoar costume, díscolo, êmbolo, engolir, epístola, esbafonir-se, esboroar, farândola, femoral, Freixoeira, girândola, goela, jocoso, mágoa, névoa, nódoa, óbolo, Páscoa, Pascoal, Pascoela, polir, Rodolfo, távoa, tavoada, távola, tômbola, veio'' (substantivo e forma do verbo ''vir''); ''açular, água, aluvião, arcuense, assumir, bulir, camândulas, curtir, curtume, embutir, entupir, fémur/fêmur, fistula, glândula, ínsua, jucundo, légua, Luanda, lucubração, lugar, mangual, Manuel, míngua, Nicarágua, pontual, régua, tábua, tabu- adatabuada, tabuleta, trégua, vitualha.''
</li>
</li>
 
<li><!-- h) -->
Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais ou nacionalmente reguladas com maiúsculas, ini- ciaisiniciais ou mediais ou finais ou o todo em maiúsculas: ''FAO, NATO, ONU''; ''H2O, Sr., V. Ex.<sup>a</sup>.''
</li>
 
A solução que se propõe para estes casos, no novo texto ortográfico, consagra a dupla grafia (v. Base IV, 1<sup>o</sup> c).
 
A estes casos de grafia dupla devem acrescentar-se as poucas variantes do tipo de ''súbdito'' e ''súdito'', ''subtil'' e ''sutil'', ''amígdala'' e ''amídala'', ''amnistia'' e ''anistia'', ''aritmética'' e ''arimética'', nas quais a oscilação da pronúncia se veri- ficaverifica quanto às consoantes ''b'', ''g'', ''m'' e ''t'' (v. Base IV, 2<sup>o</sup>).
 
O número de palavras abrangidas pela dupla grafia é de cerca de 0,5% do vocabulário geral da língua, o que é pouco significativo (ou seja, pouco mais de 575 palavras em cerca de 110.000), embora nele se incluam também alguns vocábulos de uso muito frequente.