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MARÁNOS, A SAUDADE E DOM QUIXOTE
 
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E já chovia em bátegas pesadas;
 
 
{{larger|MARÁNOS, A SAUDADE E DOM QUIXOTE}}
E o vento forte em turbilhões de som
 
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Galgava outeiros, montes e quebradas,
 
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Possesso do Clamor e do Murmúrio . . .
 
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E Marános mais triste e pensativo
 
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(Porque o pensar é triste mesmo quando
 
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É alegre o pensamento) ouviu lá fora
 
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Uma voz que era humana, praguejando . . .
 
 
E já chovia em bátegas pesadas;<br />
Vaga palavra errante, sem sentido,
 
 
E o vento forte em turbilhões de som<br />
Arrastada nos doidos borborinhos!
 
 
Galgava outeiros, montes e quebradas,<br />
Verbo que andava trágico e perdido
 
 
Possesso do Clamor e do Murmurio...
No labyrintho esphingico da Noite . . .
 
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E a Saudade, pegando na candeia,
 
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Anciosa e medrosa, abriu a porta;
 
 
E Marános mais triste e pensativo<br />
E logo deu de cara com o triste
 
 
(Porque o pensar é triste mesmo quando<br />
E pálido perfil da noite mortal
 
 
É alegre o pensamento) ouviu lá fóra<br />
E em voz alta, exclamou: «Quem anda ahi,
 
 
Uma voz que era humana, praguejando...<br />
Perdido pela Serra?»
 
 
Vaga palavra errante, sem sentido,<br />
E de repente,
 
 
Arrastada nos doidos borborinhos!<br />
D'entre as trevas surgiu ante os seus olhos
 
 
Verbo que andava tragico e perdido<br />
Um Vulto que lhe disse, tristemente :
 
 
No labyrintho esphingico da Noite...<br />
 
E a Saudade, pegando na candeia,<br />
 
Anciosa e medrosa, abriu a porta;<br />
 
E logo deu de cara com o triste<br />
 
E palido perfil da noite morta!<br />
 
E em voz alta, exclamou: «Quem anda ahi,<br />
 
Perdido pela Serra?»
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{{Brecha|14em}}E de repente,<br />
 
D'entre as trevas surgiu ante os seus olhos<br />
 
Um Vulto que lhe disse, tristemente:<br />