Diferenças entre edições de "Eu (Augusto dos Anjos, 1912)/Eterna Magua"

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m (Retirando categorias redundantes)
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''([[{{Página:Eu (Augusto dos Anjos)|Eu]], 511912)''.djvu/117}}
O homem por sobre quem caiu a praga
 
Da tristeza do Mundo, o homem que é triste
 
Para todos os séculos existe
 
E nunca mais o seu pesar se apaga!
 
Não crê em nada, pois, nada há que traga
 
Consolo á Mágoa, a que só ele assiste.
 
Quer resistir, e quanto mais resiste
 
Mais se lhe aumenta e se lhe afunda a chaga.
 
Sabe que sofre, mas o que não sabe
 
E que essa mágoa infinda assim, não cabe
 
Na sua vida, é que essa mágoa infinda
 
Transpõe a vida do seu corpo inerme;
 
E quando esse homem se transforma em verme
 
E essa mágoa que o acompanha ainda!
 
''([[Eu (Augusto dos Anjos)|Eu]], 51)''
 
[[Categoria:Pré-Modernismo]]