Diferenças entre edições de "Página:Marános, Teixeira de Pascoaes, 1920.djvu/145"

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ANUNCIAÇÃO
 
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Marános e a Saudade caminhavam
 
 
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Por altos, negros píncaros ascéticos . . .
 
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E seus olhos de amor se deleitavam
 
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Na aparição longínqua das Paisagens . . .
 
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Para os lados do norte, em formas vagas,
 
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Viam-se os altos cerros do Gerez,
 
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Onde a Distancia andava, toda envolta
 
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Em roxo véu de cinza e viuvez,
 
 
Marános e a Saudade caminhavam<br />
Com suas débeis mãos crepusculares
 
 
Por altos, negros píncaros asceticos...<br />
Os contornos das serras apagando,
 
 
E seus olhos de amôr se deleitavam<br />
N'um gesto espiritual que, ao mesmo tempo,
 
 
Na aparição longinqua das Paisagens...
Ia o perfil das nuvens avivando . . .
 
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E a trágica Distancia se alongava,
 
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Turvando, enevoando, diluindo
 
 
Para os lados do norte, em formas vagas,<br />
A face do horizonte que sonhava . . .
 
 
Viam-se os altos cêrros do Gerez,<br />
Lá onde outras montanhas os seus píncaros
 
 
Onde a Distancia andava, toda envolta<br />
Erguem cheios de nuvens e segredos . . .
 
 
Em rôxo véu de cinza e viuvez,<br />
E entre elas, gloriosa, se destaca
 
 
Com suas debeis mãos crepusculares<br />
N'um ímpeto de terra e fragaredos,
 
 
Os contornos das serras apagando,<br />
A Estrela em seu perpetuo alvor de neve !
 
 
N'um gesto espiritual que, ao mesmo tempo,<br />
Mas o circulo altivo de montanhas
 
 
Ia o perfil das nuvens avivando...
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E a tragica Distancia se alongava,<br />
 
Turvando, enevoando, diluindo<br />
 
A face do horizonte que sonhava...<br />
 
Lá onde outras montanhas os seus pincaros<br />
 
Erguem cheios de nuvens e segredos...<br />
 
E entre elas, gloriosa, se destaca<br />
 
N'um ímpeto de terra e fragaredos,<br />
 
A ''Estrela'' em seu perpetuo alvôr de neve!
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Mas o circulo altivo de montanhas<br />