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De sertão em sertão. Presas do fogo
As mattas vi, abrigo do guerreiro,
E ao torvo incendio e ás invasões da morte
Vi as tribus fugir, ceder a custo,
Com lagrymas alguns, todos com sangue,
A virgem terra ao barbaro inimigo.
Mau vento os trouxe de remota praia
Aquelles homens novos, jamais vistos
De guerreiro ancião, a quem não coube
Sequer a gloria de morrer contente
E todo reviver na ousada prole.
Era o termo da vida que chegára
Ao povo de Tupan! Grito de morte
Unico enchia os ares, — um suspiro
De tristeza e terror, que reboava
Pelos recessos da floresta antiga
E talvez ameigava o peito ás feras...
Surdos os manitôs deixado haviam
Os seus fortes heroes; surdos se foram
Entre os genios folgar da raça nova,
E rir talvez das lagrymas choradas
Pelos olhos das virgens... Oh! se ao menos
Fôra pranto de livres! Era a morte
A menor das angústias; vi curvada
E captiva rojar no po da terra