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Que â patria levantou; alli revive
Toda a memoria do valente povo
Dos seus Tymbiras...



               Subito, nas ondas
Bate os pes, espumante e desabrido,
O corsel da tormenta; o horror da morte
Enfia o rosto aos nautas... Quem por elle,
Um momento hesitou quando na fragil
Tábua confiou a unica esperança
Da existencia? Mysterio obscuro é esse
Que o mar não revellou. Ali, sosinho,
Travou naquella solidão das aguas
O duello tremendo, em que a alma e corpo
As suas fôrças últimas despendem
Pela vida da terra e pela vida
Da eternidade. Quanta imagem torva,
Pelo turbado espirito batendo
As fuscas azas, lhe tornou mais triste
Aquelle instante funebre! Suave
É o arranco final, quando o ja frouxo
Olhar contempla as lagrymas do affecto,
E a cabeça repousa em seio amigo.