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O rosto não encara indifferente,
Nem a traidora mão candida aperta;
Das mentiras da vida se liberta
E entra no mundo que jamais não mente.

Noite, melhor que o dia, quem não te ama?
Labor ingrato, agitação, fadiga,
Tudo faz esquecer tua aza amiga
Que a alma nos leva onde a ventura a chama.

Ama-te a flor que desabrocha á hora
Em que o último olhar o sol lhe estende,
Vive, embala-se, orvalha-se, recende,
E as folhas cerra quando rompe a aurora.