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«Olha esse sol que a creação inunda!
Oh quanta luz, oh quanta doce vida
Deixar-me vae na escuridão profunda!

«Tu ao menos perdoa-me, querida!
Suave espôsa, que eu ganhei roubando,
Perdida agora para mim, perdida!

Ao maldito na morte, ao miserando,
Que mais lhe resta em sua noite impura?
Sequer allivio ao coração nefando.

«Nos olhos trago a tua morte escura.
Foi meu odio cruel que ha decepado,
Ainda em flor, a tua formosura.

«Mensageiro de paz, era enviado
Um dia a taba de teus paes, um dia
-Que melhor fora se não fora nado.
Ali te vi; ali, entre a alegria
De teus fortes guerreiros e donzellas,
Teu doce rosto para mim sorria.