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ESPUMAS FLUCTUANTES
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Ó pallida madona dos meus sonhos,
Bella filha dos cerros de Engadi,
Vem inspirar os cantos do poeta,
Rosa branca da lyra de David.

Todo o amor que em meu peito repousava.
Como o orvalho das noites ao relento,
A teu seio elevou-se, como as névoas
Que se perdem no azul do firmamento.

Aqui, além, mais longe, em todaparte.
Meu pensamento segue o passo teu.
Tu és a minha luz, sou tua sombra,
Eu sou teu lago, se tu és meu céo.

Á tarde, quando chegas á janella,
A trança solta onde suspira o vento,
Minh′alma te contempla de joelhos,
A teus pés vae gemer meu pensamento.