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III

Ao outro dia pela tardinha ambos faziam a entrada nas ruas do Rio Novo. Atravessaram, a ponte, e, subindo por uma rua muito estreita, passaram pela porta d'uma casa grande, de sacadas pretas, onde havia muita gente em trajes domingueiros. Era a vespera da festa ; a povoação, porem, mostrava-se pelas ruas e rotulas jesuiticas. Havia o rou-rou de vestidos muito engommados, que indica alteração nos habitos caseiros. Na porta da casa grande apearam, e na sala caiada de branco, com um aparador no meio, quadros de paisagens pelas paredes, sofá alcoxoado a um canto, estava D. Luzia e os amigos que foram visita-la. O Zé de Deus foi muito bem recebido. Frederico muito attencioso poz-se a fallar dos festejos que vira, havia tempos, em Barbacena. E com ar respeitoso pedia a sancção de seus dizeres a D. Luzia. O compadre alevantou-se desabotoando o collete, e, da sacada, olhava

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