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FANTINA

nhor uma vez ferindo-se n'uma caçada e morrendo, o cão poz-se de guarda quinze dias. Quando encontraram o cadaver já decomposto pela podridão, o pobre animal não se podia suster nas patas para escaramuçar os corvos famintos. E contava mais, que depois de encontrado e enterrado o cadaver, o cão apaixonou-se e desappareceu de casa, sendo algumas vezes visto a uivar tristemente pelos sítios onde outrora sen senhor fazia lhe estremecer, disparando a arma, cujo estampido internava-se pelo seio da floresta, reboando de quebradas em quebradas.