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sentidos, levando a mão à região do fígado e chupando um cigarro apagado.

A chuva continuava, monótona, repenicando nos telhados vizinhos. A flauta do Chico Ferreira cansara. Da casa fronteira vinha um choro de criança manhosa e endefluxada. Os pequenos sinos da Matriz espaIhavam no ar alegres vibrações argentinas, saudando o meio-dia.

A rua continuava deserta. Francisco Fidêncio chegara à janela e não vira pessoa alguma. Pudera! com aquele tempo de cachorro!

Estava de burros, sim, e tinha razão de sobra. Havia mais de meio ano que padre José morrera, e que Fidêncio ficara sem assunto para alimentar a sua correspondência com a folha de Manaus. A questão religiosa amortecera, os episódios da luta iam ficando esquecidos, o terrível adversário do clericalismo estava se tornando inofensivo.

Tivera uma forte tentação de voltar a bulir com os antigos inimigos, para o que