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Os batizados e casamentos, atrasados um semestre, um ou outro enterro, achavam-no sempre pronto, nada exigente quanto a propinas, observando com afetado escrúpulo a tabela do bispado, e fechando os olhos à qualidade maçônica do padrinho, do defunto ou do nubente.

O próprio Chico Fidêncio, para o experimentar e fazer escândalo, servira de padrinho a um rapazito do Urubus.

Padre Antônio acudia com os últimos sacramentos a qualquer doente, por mais pobre e desamparado que fosse, levando-lhe o Nosso-pai com um cerimonial vistoso, ao toque dos pequenos sinos da Matriz e ao som da cantoria roufenha e monótona dos beatos, o Fonseca, o Valadão, o João Carlos e outros, que apareciam ao primeiro sinal e corriam a disputar as cruzes e as lanternas com que haviam de formar o acompanhamento. Fidêncio, envergando a opa encarnada do Santíssimo Sacramento, lá seguia atrás, de tocheiro em punho. E padre Antônio, embrulhado na capa-magna,