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e das placas das paredes. Um ar alegre vinha do Largo da Matriz, entrava pela nave da igreja, envolvia os santos, os altares e os belos festões de flores naturais que, naquele dia, ornavam o milagroso altar de Nossa Senhora do Carmo. Das luzes crepitantes dos tocheiros exalava-se um cheiro forte de cera oleosa e ordinária, derretida ao fogo, e do chão subia o odor dos velhos tijolos empoeirados, úmidos da recente lavagem.

Um primeiro repique dera o sinal da missa, e as últimas vibrações do bronze bem fundido ecoavam ainda nas matas da outra banda.

Macário desceu do altar com a grande vara do acendedor na mão, e, depois de dobrar os joelhos por um instante sobre o primeiro degrau, gozou o efeito encantador dos pingos luminosos das velas dispostas em trapézio, subindo até ao oratório do Cristo Crucificado.

Em seguida dirigiu-se para a porta da entrada, saudando com outra genuflexão o