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inimigo, vós preferis o inimigo, vós crucificais a Cristo e festejais o demônio.

- Sim, o demônio! repetiu fulminando com o olhar o Mapa-Múndi e o Costa e Silva.

Depois amaciando a voz, e mostrando a estátua do Senhor dos Passos, avelhantada e triste:

- Aquela pálida imagem chora ainda hoje lágrimas de sangue pelos vossos desvarios, e quando Nosso Senhor chora e geme sob o peso de tantas cruzes, vós, filhos e irmãos ingratos, só cuidais em festas e negócios, como se nada houvesse depois desta vida terrena!

Um soluço comprimido abalou o auditório, como se uma corrente simpática tivesse reunido todas as pessoas presentes na expansão do mesmo sentimento.

O Costa e Silva parecia aniquilado. De mão ao peito, olhos baixos, era uma estátua da contrição e do arrependimento. O Mapa-Múndi, suava, torturado.

Olhando para eles, vendo-os vencidos, padre Antônio de Morais