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O Chico Ferreira e o 'Manduca sapateiro tocavam a quadrilha do Orfeu de Offenbach. Na alcova estava a mesa com as bebidas. Era o botequim.

O Dr. Natividade bebia cerveja Bass com o professor Aníbal que viera refrescar-se. O bacharel não dançava mais. Sofrera uma desfeita, estava estomagado. Assestando a luneta para os óculos do Aníbal Brasileiro, o Natividade queixava-se amargamente da sobrinha do Neves Barriga, da Milu, que lhe havia prometido 'aquela quadrilha e, entretanto, a dera ao pelintra do Totônio Bernadino.

- Não é que eu faça empenho em dançar com estas matutinhas, explicava. Graças a Deus, lá no Recife, fartei-me de dançar com os melhores pares. Freqüentava a casa das primeiras famílias, graças a Deus. Dancei com baronesas e condessas, e graças a Deus, nunca ninguém me fez uma desfeita. Foi preciso vir a esta aldeia, para acontecer uma coisa assim. Mas é preciso que me conheçam. Eu só digo que tenho gênio!