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- Espere um pouco. Vou arranjar-lhe a primeira xícara de chocolate.

Era o Totônio Bernardino que trouxera da sala a Milu, derretida e rubra.

Ia arranjar-lhe uma xícara de chocolate... mas então já era possível tomar o chocolate e safar-se daquele baile que já o estava aborrecendo muito, principalmente depois da conversa sobre os castanhais. Macário seguiu o Totônio Bernardino que se dirigia para a cozinha. Na sala o Chico Ferreira e o Manduca sapateiro, já muito cansados, fraquejavam, tocando uma polca abaianada. As luzes de querosene começavam a morrer por falta de óleo. Só se esperava pelo chocolate para terminar o baile. O Cazuza Bernardino já gritara por três vezes, inutilmente:

- Polca, meus senhores!

Ao penetrar no corredor da cozinha Macário esbarrou com o Dr. Natividade, que correu para ele, armando-se da luneta:

- Vai pedir chocolate, não é? Pois não arranja!... Nesta casa tudo é assim.