Abrir menu principal


de vez em quando, enterros, batizados, casamentos, procissões às vezes, Nosso-pai sempre que era preciso, confissão sempre que pediam, falava-se numa crisma próxima, iam inaugurar-se as missas cantadas para os dias de festa, por um plano que o Macário concebera e que o vigário achara excelente. Que mais faltava, que mais queriam? Como deixar Silves que oferecia todas essas vantagens da civilização, para ir-se meter pelos castanhais dentro, expondo-se a febres, a sezões, a mordeduras de cobras, a ataques de onças? Macário não compreendia um tal procedimento: e queixavam-se do padre José, diziam o diabo do padre José! Mas o que Silves precisava era ter padre José ou padre João da Mata por vigário toda a vida!

O lorpa do sacrista não se continha, chegava a falar alto, censurando a quem quer que fosse, sem rebuço, mas não de frente, valha a verdade, sempre pelas costas. Falava pelas esquinas, à porta das lojas, no açougue e na padaria. Acompanhava