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A loja do Costa e Silva era uma sala de tamanho regular, com três portas para a rua, e uma para o interior da casa. Tinha alta armação envidraçada, dividida em dois raios, um destinado às fazendas e outro aos objetos de armarinho, à sapataria, à louça e às quinquilharias. Logo à entrada da casa ficavam um comprido banco de pau, que o uso polira, e algumas cadeiras de palhinha destinadas aos principais freqüentadores do estabelecimento. O. grande balcão de cedro envernizado ia duma extremidade à outra, separando o vendedor do público, e pondo uma barreira alta entre o acesso livre da sala e a região cobiçada onde os panos americanos e as chitas pirarucus viviam em cordial confusão com as servilhas de marroquim vermelho e as garrafinhas de óleo de rícino, finas e azuis, ostentando, em rótulos dum colorido suave, os bagos de mamona branca sotopostos a um dístico inglês em letras pretas. Sobre o balcão algumas peças de algodão grosseiro, uma caixa com anzóis e um embrulho