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propunha; sacrificando facilmente a Igreja aos ódios da maçonaria, mas, defendendo a autoridade civil, o presidente da província, o ministério, confessando, entretanto, quando o apertavam muito, que o João Alfredo era um criançola, criatura do Camaragibe, e que não estava na altura da situação. O Paranhos, sim, era um talento. O dono da casa ouvia tudo da sua cadeira junto à mesa de pinho, arriscava algumas observações, mas não gostava das ousadias do Chico Fidêncio, porque se gabava de acreditar em milagres e de ser católico, apostólico, romano. Apesar disso, era um bom amigo o Costa e Silva, e não esquecera nunca as recomendações do Filipe do Ver-o-peso, a favor do professor. Por isso, gozava o Fidêncio de completa liberdade na casa do Costa, onde tinha a sua continha aberta, que passava de mês para mês num crescendo perigoso.

Mas agora o Costa e Silva estava ausente. Havia uma semana que seguira para o Ramos, buscando os castanhais.