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- Nos mundurucus! exclamou Macário, atordoado com a inesperada revelação. Nos mundurucus! repetiu com pasmo. Mas saberá V. Rev.ma que nos mundurucus não há alma cristã?

Sabia-o perfeitamente, e fora por isso mesmo que formara aquela resolução. Desejava ir ao porto dos Mundurucus, converter os selvagens, trazê-los ao seio da religião católica, e ao mesmo tempo libertar o Amazonas dessa terrível praga de índios bravos que lhe entorpecia o progresso.

Macário não acreditava, pensava que S. Rev.ma estava brincando, queria caçoar com ele para o castigar de o ter acordado tão cedo por causa da velha Chica. Afinal, pensava, ir à casa da velha não era o mesmo que ir ao porto dos Mundurucus, ao centro da Mundurucânia. A Chica não comia gente, e os índios, ficasse S. Rev.ma sabendo, eram antropófagos, como dizia o professor Aníbal, pelavam-se por carne branca. S. Rev.ma não lhe levasse a mal a insistência com que lhe falava na pobre