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Missionar, pregar o Evangelho e morrer às mãos dos índios, não podia haver nada mais glorioso para um verdadeiro ministro do altar. Sacrificar a vida ao ensino da religião do Crucificado, nada mais digno dum padre. Converter ao cristianismo algumas almas ignorantes, arrancar ao inferno algumas criaturas de Deus, lutar com o inimigo do gênero humano, vencê-lo pela vida ou pela morte, nada satisfaria melhor os instintos de sua alma ardente e apaixonada. Quando preferira uma vigararia do sertão ao curso das altas classes de S. Sulpício, quando desprezara o futuro brilhante que se lhe antolhava no doutoramento em Roma, nas honras do Cabido, no apreço e na consideração do mundo, pelo exercício das funções mais elevadas do clero diocesano, apanágio dos homens de talento que D. Antônio consagrava e preferia, fizera-o na convicção entusiástica das grandes coisas que poderia obrar, propagando a fé católica entre o gentio do Amazonas, sacrificasse embora a vida miserável