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Sr. Macário. Um moço queria falar-lhe, quem seria? Provavelmente o afilhado do Valadão que vinha empenhar-se pela substituição do Macário, durante a missão à Mundurucânia... Que esperasse! Primeiro o Macário queria mudar as meias e beber um copito de vinho branco para afugentar um resfriamento. Não havia de sacrificar a sua saúde preciosa para ouvir as lengalengas do afilhado do Valadão!

Mas, enfim, mudada a roupa e bebido o vinhozinho do Filipe do Ver-o-peso, ocuparia o tempo até a volta de padre Antônio de Morais, ouvindo o pedido do candidato a sacristão interino. Tratá-lo-ia bem, mas o iria desde já prevenindo que os deveres do cargo eram muito sérios, e era preciso medir bem as forças, antes de aceitar a responsabilidade da posição solicitada. Não pensasse que ser sacristão de Silves, e ainda com um sacerdote como Antônio de Morais, fosse alguma sinecura! Devia desde já habituar-se à idéia da importância das funções de acólito e de zelador