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do culto, de mestre-sala e ordenador do serviço divino. Em primeiro lugar era preciso saber latim. Não poderia ajudar a missa em português, isto estava claro. A ele, Macário, custara-lhe muito o aprender o latim, não fora biscoito, ouvira muita descompostura do defunto padre José, que Deus houvesse, e levara mesmo algumas palmatoadas! Depois era preciso conhecer o serviço, saber quando devia pronunciar os latinórios, quando devia ajoelhar-se, erguer-se, carregar o missal do lado da Epístola para o lado do evangelho, trazer as galhetas, servir o vinho e a água, enfim estar senhor de todos os detalhes do santo sacrifício. É verdade que estando padre Antônio ausente não se diriam missas em Silves... mas podia haver algum enterro, e para acompanhá-lo precisava o sacristão conhecer o seu ofício. Havia ainda as ladainhas, que não seriam interrompidas durante a missão à Mundurucânia. E finalmente requeria-se para sacristão um homem honrado e inteligente, incapaz de se deixar