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tentar pelo ouro do cálice, pela alvura das rendas da sobrepeliz ou pelo aroma delicado do vinho branco, mas que também soubesse cuidar disso tudo, tendo-o sempre em boa conservação e asseio. O afilhado do Valadão seria o homem necessário? Eis um problema que Macário não poderia resolver senão depois de ouvi-lo, de sondá-lo bem, estudar-lhe a fisionomia, os modos e o vestuário. Em todo o caso já o fato do pretendente ter procurado falar-lhe o preveniu em seu favor. Outro fosse ele e ter-se-ia dirigido diretamente a S. Rev.ma, sem fazer caso do sacristão, como no tempo do defunto padre José, em que Macário não tinha voz ativa. O afilhado do Valadão devia ser um rapaz cheio de tino, se por si resolvera aquele passo de pedir ao santo em vez de pedir a Deus, ou então, e era o mais provável, o tenente Valadão, o subdelegado de polícia, assim o aconselhara, reconhecendo a incontestável influência de que gozava Macário. Sim, provavelmente preferiria o protegido do subdelegado