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era o calor, desencadeou-se a borrasca, mas, por felicidade, já se achavam da outra banda. Como a chuva fora muita, houvera idéia de procurar um abrigo. Não havia ali sítio algum, mas à beira do rio, a meio escondida entre as árvores, uma maloca abandonada erguia-se sobre quatro paus roliços e toscos. Ali desembarcaram. Padre Antônio recebera alegremente o contratempo, como uma provação mesquinha em comparação com o que esperava sofrer na sua excursão evangelizadora. Os canoeiros pareciam indiferentes, aproveitavam a folga obrigada do resto do dia e da noite, sob o reles abrigo da maloca, pacatamente acocorados ao pé do lume improvisado com ramos secos, bebendo chibé e fumando. Macário não estava contente. Não, não estava. Deitado no chão úmido da palhoça, ouvindo a chuva cair torrencialmente durante a tarde e a noite, pensava que se aquelas bátegas de água estivessem lavando as telhas do presbitério de Silves, e ele, Macário, atravessado na boa rede