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a grande palavra, arrostando com a zanga de padre Antônio de Morais.

Mas como fazê-lo? Nada mais simples. Na primeira pausa que os remeiros fizessem para descansar, Macário disfarçado e sagaz chegar-se-ia a eles, e com o modo mais natural deste mundo, diria animando-os: - Vamos, rapazes, remem! Pouco nos falta para chegarmos ao porto dos Mundurucus. E devemos lá chegar quanto antes. Quem sabe se algum cristão não está lá à nossa espera para o salvarmos de ser comido pelos gentios? O efeito seria infalível. Os tapuios, irados, pediriam satisfações, e então Macário, complacente, explicaria: - Não se assustem. Vamos ao porto dos Mundurucus, mas indo o senhor vigário conosco não há perigo algum. Se os índios pegassem a qualquer de vocês desgarrado, comiam-no com certeza assadinho de espeto, está claro. Mas em companhia do senhor padre, isso não, não há perigo. S. Rev.ma vai mandado por Deus Nosso