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por trás da cordilheira com eco surdo e longínquo. Macário acordou sobressaltado.

Começou logo a chuva a cair em grandes bátegas de água, rufando nas folhas das árvores, e um cheiro acre e intenso de barro molhado de fresco subiu da terra. Lagartos e calangros correram a abrigar-se nas junturas das pedras e nos tocos negros dos madeiros a meio carcomidos pelo tempo. Os passarinhos trataram de esconder-se no mais denso do mato em prudente silêncio. O rio, pálido, manchado de pingos pardacentos, agitava-se num balanço frouxo, sacudindo os periantãs que se desprendiam da margem e punham-se a viajar na correnteza.

Era preciso primeiro que tudo cuidar da canoa, que não podia ficar exposta à chuva, e que deviam cobrir com o japá e alguns ramos de árvore. Depois iriam abrigar-se sob a copada cuieira que dali estavam vendo, e cujos ramos entrelaçados de parasitas multicores ofereciam um resguardo suficiente.

- Isto é chuva de trovoada, logo passa,