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sua licença, e mesmo, a excedia alguma coisa, à sombra dos castanheiros, o presidente da província do Amazonas deixara a administração sem aviso prévio, e sucedera-lhe interinamente um cônego, que o gabinete Paranhos esquecera na lista dos vice-presidentes, em segundo ou terceiro lugar, e que, por mal dos pecados, era um católico ardente e ativo depositário da confiança da panelinha da Boa nova, o jornal que atiçava a questão religiosa na diocese do Grão-Pará.

O presidente resignatário passara por Silves muito zangado com o governo, que o não satisfizera numas tantas coisas, e que para vingar-se passara a administração ao cônego Marcelino, que mostraria aos amigos do gabinete de que pau era a canoa. Até que chegasse a notícia ao Rio de Janeiro e o ministério pudesse pôr na presidência um dos seus amigos do peito, seriam precisos três meses bons, e isso mesmo se o João Alfredo, atrapalhado com as Câmaras, não se descuidasse da longínqua província que só lhe servia para dar ao governo dois deputados