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esbaforido, lamentando o caiporismo que o perseguia agora nas menores coisas da vida. Ia quase a correr, para não faltar à cerimônia, ele, o homem grave, sempre pontual, exato, sempre correto na atitude. Que série de calamidades se desencadeara contra ele, de certo tempo àquela parte, que até nas mínimas circunstâncias a sorte se lhe mostrava adversa!

Primeiro, ao abotoar a sobrecasaca enquanto D. Cirila a escovava, tivera de pregar-lhe um sermão para a convencer que não era decente, para uma senhora séria, estar a lastimar a morte do Totônio Bernardino, atribuindo-a ao amor. E então com que maneiras novas dizia aquilo D. Cirila, batendo-lhe no lombo com a escova, sorrindo entre lágrimas, suspirando - ai! coisa rara! morrer um homem de amor!

Fonseca tivera de repreendê-la. Aquilo eram tolices de rapazes vadios e de raparigas delambidas! Totônio Bernardino não morrera de amor, nem isso era coisa de que se morresse. Segundo o parecer de Regalado,