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tinha de servir a toda a gente, fazendo sacrifícios. De que lhe servia isso? Era uma súcia de ingratos! Pois agora havia de ir ao enterro sem chapéu-de-sol!

- Negrinha, disse D. Cirila a outra rapariga, vai à casa do seu João Carlos, na carreira. Dize que vais da minha parte fazer uma visita e saber a senhora e os meninos como passaram. Que nós estamos bons, muito obrigados. Que eu mando pedir o favor de mandar o chapéu-de-sol de teu senhor que ele emprestou ontem ao João Carlos.

- Já, sim, senhora, respondeu a escrava. E saiu num pulo.

Fonseca sentara-se desanimado abrindo as abas da sobrecasaca para as não amarrotar na cadeira. O tempo corria. O relógio marcava quatro horas. D. Cirila, por desencargo de consciência, continuava a procurar o chapéu-de-sol por todos os cantos, auxiliada por duas escravas.

Não estaria na casa do Dr. Natividade? Fonseca parecia recordar-se de que, no domingo