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E o Bernardino desatou de novo a chorar. No meio da sua dor, a lembrança duma providência a dar acudiu-lhe. Voltou-se para o Quinquim da Manuela, e recomendou por entre lágrimas:

- Olha o Filipe que leve o mocho atrás do caixão, para o descanso.

Uma senhora, toda de luto, entrou, seguida de três ou quatro mucamas. Era a D. Mariquinhas das Dores que vinha dizer o último adeus ao cadáver do cunhado. Os que cercavam o caixão afastaram-se para dar-lhe lugar. A jovem senhora descansou um braço sobre a borda do caixão e pôs-se a chorar, assoando-se de vez em quando num lencinho rendado.

- São horas! disse suspirando o Bernardino Santana. Pelas janelas entrava, acentuada, a viração da tarde. O Cazuza Bernardino arrancara a mulher de junto do cadáver. D. Mariquinhas saiu soluçando gritos. As mucamas choravam ruidosamente, em coro. Fechou-se o caixão à chave. Organizou-se o préstito. O José do