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lhe chamava o defunto padre santo, porque, ficasse S. Rev.ma sabendo, quem fizera aquele sítio, aquilo tudo, não fora o João Pimenta, mas o finado vigário de Maués, para gozar, como ele dizia, algumas semanas tranqüilo e repousado no seio dos seus mundurucus, como lhes chamava por caçoada. Nesse tempo, a mãe do Felisberto ainda vivia, uma cabocla de truz, palavra de honra! Era filha duma moça de Serpa que aquele velho João Pimenta furtara, no tempo em que era tuxaua, antes de ser convertido pelo padre João da Mata. Quem diria vendo aquele caboclo velho que fora tuxaua e furtara uma moça clara? Pois era o avô dele, Felisberto Pimenta da Mata, um criado de S. Rev.ma para o servir em tudo e por tudo. Padre João, que era um homem esquisito em Maués, gostava muito de ali estar, no furo da Sapucaia, passando os dias a pescar tucunarés de caniço e as noites a ensinar à Clarinha tudo quanto ele sabia. Por isso também a Clarinha lia, escrevia e contava como talvez nenhuma