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como se um nó lhe apertasse a garganta. Depois de algum tempo de hesitação e silêncio, o neto falara por ele, explicando que o João Pimenta precisava ausentar-se por alguns dias, para ir a Maués, a negócio de muita importância. Tratava-se de levar à vila as frutas colhidas no sítio, antes que apodrecessem, e o guaraná que haviam colhido à margem do Carumã e que era encomenda da família Labareda, gente muito séria, incapaz de lograr a quem quer que fosse e muito amiga de receber a tempo as encomendas que fazia. Ora estando aprazada a viagem de S. Rev.ma para o dia seguinte, o velho tuxaua encontrava-se em grande embaraço, receando lhe apodrecesse a fruta e se descontentasse a respeitável família Labareda. Felisberto não podia deixar o sítio naquela ocasião, por causa da roça que exigia os seus cuidados diários. O único remédio era o senhor padre ter um bocado de paciência, e esperar a volta do ubá para seguir em busca do porto dos Mundurucus. Era coisa de pouca demora,