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apaixonado pela neta de João Pimenta, por aquela mameluca que padre João da Mata escondera nos sertões de Guaranatuba, e cuja primeira vista lhe fizera impressão tão desagradável. As fastidiosas histórias do Felisberto lhe haviam despertado o desejo de conhecer melhor essa rapariga, criada com tanto cuidado e zelo pelo defunto padre santo, e sem que o respeito, que a si e ao seu caráter sacerdotal devia, lhe corrigisse aquele movimento insensato de curiosidade profana, cometera a imperdoável imprudência de levantar os olhos para essa mulher, que o seu anjo da guarda lhe aconselhava que evitasse, como se o advertisse da aproximação dum inimigo. Olhara, e maravilhara-se na contemplação da mais formosa mameluca que jamais vira em sua vida, se mameluca se podia chamar a quem só muito de leve acusava os caracteres físicos da raça americana, e que, pela graça ingênua, pela viva inteligência que revelava nos grandes olhos pretos, sempre banhados em ondas duma