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cumplicidade que as chufas do grosseiro tapuio lhe ofereciam. E como partir assim? Afinal de contas, pensava padre Antônio, ela não tinha culpa do que o irmão fazia.

Nessa manhã, no copiar da casa, banhado em cheio pelo sol brilhante de agosto que espalhava vida, luz e calor por todo o vale do Sapucaia, alegrando os pássaros do céu e os animais da mata, o Felisberto pela centésima vez contava como o padre santo João da Mata formara o sítio da Sapucaia para recompensar a dedicação do seu camarada João pimenta Em frente, ficava o curral do gado vacum, onde os bois, contemplando com o olhar triste a verde relva luzidia do campo e as folhas claras do arrozal da beira do rio, pareciam mordidos do desejo de se atirar pelo sítio fora, numa orgia de liberdade e de folhas verdes. Enquanto o Felisberto falava, padre Antônio de Morais pensava que até aquela hora ainda não se atrevera, ou não pudera, dizer à Clarissa o que sentia, e que perdia o tempo, na pasmaceira do sítio