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isolada, toda preenchida pelo estudo e pela dedicação austera do sacerdócio. Essa mulher, era ela, a Clarinha, sempre solícita, bondadosa e paciente, aturando as impertinências e rabugices da moléstia, passando noites em claro para velar-lhe à cabeceira, dando-lhe coragem e resignação, exortando-o a viver quando o sofrimento o despenhava no desespero. Agora, que tinha de seguir o seu fadário, cumprir a missão que se impusera, terminando por uma morte gloriosa e útil uma vida estéril, queria ao menos, como alívio e derradeiro consolo, dizer-lhe, assegurar-lhe que jamais se esqueceria dela, da sua bondade, dos seus carinhos, e que na hora da morte, se alguma idéia, algum pensamento profano pudesse acudir-lhe, seria o de Clarinha, meiga e afável, dedicando-se, sem vislumbre de interesse, pela vida do hóspede melancólico que o acaso lhe trouxera...

A moca estava comovida, os seus lábios trêmulos, os seus belos olhos chorosos diziam os sentimentos que as palavras do padre