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virgem? Partiria para o sacrifício e para a morte sem ter libado algumas gotas de felicidade neste mundo, sem conseqüências fatais ao seu nome, porque secreta, e à salvação da alma, porque não absorvente, e antes, pelo contrário, sempre possível dum arrependimento oportuno e sincero? Sairia, deixando a Clarinha, aquele tesouro de graças e de beleza, à disposição do primeiro regatão ousado que se aventurasse por aquelas paragens? Que mal resultaria duma hora de esquecimento, de embriaguez mesmo, uma vez que havia certeza de recuperar a razão, para o guiar no governo da vida, tirando toda ação nociva à bebida inebriante? O sacrifício que ia fazer nas brenhas da Mundurucânia, exemplo raro de crença e de fé, não era bastante para resgatar uma culpa?

Começava a reconhecer que fora precipitado na determinação do dia da viagem, antes de ter saciado aquela imensa curiosidade de amor que o devorava, porque, com calma e reflexão, sondando o íntimo da sua