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quer que fosse, a companhia de Clarinha. Felisberto foi também, para o apresentar à tia Gertrudes, muito conhecida de João Pimenta e muito amiga do Felisberto, que a conhecera em Maués, numa esplêndida festa de sairé, onde a velha sobressaíra no canto e no bailado com que adorava a Virgem Mãe e o seu Menino naqueles poéticos versos tupis, compostos pelos senhores padres da Companhia para o serviço do culto dos índios convertidos ao cristianismo.

Quando o missionário e o Felisberto chegaram à humilde habitação da bailarina do sairé, travava-se uma luta renhida entre a velha e o regatão, que lhe queria impingir um pouco de café, algum tabaco e um corte de chita verde, a troco do peixe salgado e do cacau que a tapuia armazenara aquele ano no seu quarto de dormir. A velha, parecendo amestrada por dura experiência, não queria largar mão dos seus gêneros com a facilidade cobiçada pelo mercador ambulante. O regatão fazia grandes