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o seu macavelismo, contando-lhe tudo, habilitando-o a combinar os fatos e as narrativas...

A Clarinha ficara no Tucunduva, o Felisberto no Paraná-mirim. O velho João Pimenta era como se fosse mudo. O passado ficaria sepultado para sempre no esquecimento. Nem ele próprio se lembrava já. só via o presente, o rio, a floresta, o ubá em viagem, o sol de dezembro acabando de colorir-lhe a face, e o futuro, obscuro ainda, mas envolto em nuvens cor-de-rosa. O sol era forte. Na fronte espaçosa do padre bagas de suor brilhavam. A emoção intensa fazia-lhe subir o sangue ao cérebro. Meteu a mão na algibeira da batina, para tirar o lenço. A mão encontrou o exemplar do Diário do Grão-Pará que lhe dera o capitão Fonseca.

Aquele quadrado de papel, inutilizado pela tinta de impressão e machucado pelas mãos do capitão Mendes da Fonseca para lhe servir de invólucro às botinas, era o lábaro em que se inscrevia a legenda sublime