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PARNASO SERGIPANO




Tres mezes sósinhos
Aqui, coitadinhos !
Sem verem seu pai !
Ai delles ! em pranto
Traduzem seu canto
N'um ai !



Volta, volta, meu tropeiro
Que è deserto o teu casal.
Da pobre morena
Adoça-lhe a pena,
Subindo p'ra serra
Da terra
Natal.

Cruel forasteiro !
Procura o carreiro
Do gamo veloz ;
Nos braços d'amante
Ai ! pousa um instante
A' sós !…

VIII


A flor e a brisa


Linda flor que na floresta
Vivia triste á scismar,
Fez-lhe um dia a briza festa,
E poz-se a flor a corar.

—« Que sentes, linda florzinha,
Perguntou-lhe a brisa então,
Doe-te o viver tão sozinha
N'esta erma solidão ? »