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Página:Phalenas.pdf/196

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LII


Eden de amor, ó solidão fechada,
Casto asylo a que o sol dos novos dias
Vai mandar, como a furto, a luz coada
Pelas frestas das verdes gelosias,
Guarda-os ambos; conserva-os recatada.
Almas feitas de amor e de harmonias,
Tecei, tecei as vividas capellas,
Deixai correr sem susto as horas bellas.

LIII


Cá fora o mundo insipido e profano
Não dá, nem póde dar o enleio puro
Das almas novas, nem o doce engano
Com que se esquecem males do futuro.
Não busqueis penetrar n′este oceano
Em que se agita o temporal escuro.
Por fugir ao naufragio e ao soffrimento,
Tendes uma enseada, — o casamento.

LIV


Resumamos, leitora, a narrativa.
Tanta strophe a cantar ethereas chammas
Pede compensação, musa insensiva,