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LXXVII


Direi que o nosso Heitor, após o estudo
Da natureza e suas harmonias,
(Oppondo a consciencia um forte escudo
Contra divagações e fantasias);
Depois de ter aprofundado tudo,
Planta, homem, estrellas, noites, dias,
Achou esta lição inesperada:
Veio a saber que não sabia nada.

LXXVI1I


«Nada! exclama um philosopho amarello
Pelas longas vigilias, afastando
Um livro que ha de ver um dia ao prelo
E em cujas folhas ia trabalhando.
Pois eu, doutor de borla e de capello,
Eu que passo os meus dias estudando,
Hei de ler o que escreve penna ousada,
Que a sciencia da vida acaba em nada?»

LXXIX


Aqui convinha intercalar com geito,
Sem pretenção, nem pompa nem barulho,
Uma arrancada apostrophe do peio