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tas d'este seculo resuscitárão o triolet, não desmerecendo dos antigos modelos. Não me consta que se haja tentado empregal-a em portuguez, nem talvez seja cousa que mereça trasladação. A fórma entretanto é graciosa e não encontra difficuldade na nossa lingua, creio eu.





MENINA E MOCA.

(Pag. 49.)


A estes versos respondeu o meu talentoso amigo Ernesto Cybrão com a seguinte poesia; vale a pena escrever de menimas e moças, quando ellas produzem estas flôres e fructos:


FLÔR E FRUCTO.


A antithese é mair do que pensaste, amigo.

Está n'aquella idade em que se busca o abrigo
Do berço contra o sol, do mundo contra o lar;
Ante-manhã da vida, hora crepuscular,
Que traz dormente a moça e desperta a menina:
Esta brinca no céo, incarnação divina,
Aquella sonha e crê... quantos sonhos de amor!
São uma e outra a mesma: o fructo sahe da flôr.

Era a flôr perfumosa e bella e delicada,
A seducção da briza, o amor da madrugada;